As iniciativas sustentáveis do Estado do Rio de Janeiro serão reunidas aqui para conhecimento da população fluminense e da sociedade internacional. Diversas Secretarias de Estado estão empenhadas nesse desafio de reformular o Plano Plurianual com o olhar decisivo de incrementar e de integrar as práticas sustentáveis. O resultado final desse trabalho será o Roteiro de Economia Verde do Estado do Rio de Janeiro. Outras iniciativas destacadas, como a Bolsa Verde e o Distrito Verde, serão lançadas no âmbito da Conferência Rio+20.
O Programa de Pólos Verdes do Estado do Rio de Janeiro visa ao desenvolvimento do potencial econômico das regiões com foco em atividades que contribuam para a Economia Verde. Ou seja, as atividades econômicas devem ser ambientalmente mais limpas e socialmente mais responsáveis. O Programa deve adotar a estratégia de Zonas especializadas estando previstas, entre outras, a criação de:
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A BVRio é um ambiente institucional dedicado à criação e transação de ativos de natureza ambiental, para fomentar a Economia Verde. Trata-se de uma associação civil sem fins lucrativos, cujo Conselho contará com a participação diversos setores da sociedade. A BVRio atuará em duas frentes principais para viabilizar seu funcionamento: na criação e operação da plataforma eletrônica (que operará com o sistema de cap and trade) e na modelagem e criação de ativos ambientais de natureza regulatória que serão negociados nesta plataforma. Pretende-se que a BVRio seja uma das ferramentas mais efetivas de redução de gases de efieto estufa. O início das operações está previsto para junho de 2012.
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Visando a transição da economia fluminense para um padrão mais sustentável, a Secretaria de Estado do Ambiente, por intermédio da Subsecretaria de EconomiaVerde, está elaborando o Roteiro de Economia Verde. Este documento aponta os caminhos para o alcance de uma das metas do estado - o Desenvolvimento Sustentável – sendo a Economia Verde um instrumento fundamental rumo a esse patamar. Além de descrever os principais elementos da economia do estado do Rio de Janeiro para embasar sua estratégia e atuação, o Roteiro de EconomiaVerde apresenta iniciativas já em prática no Estado alinhados com o desenvolvimento sustentável. O documento apresenta também diversas propostas de planejamento no setor público que favorecem a realização dessa “visão de futuro”. O Roteiro explicita ainda metas factíveis para setores-chave do Estado na promoção da Economia Verde.
A Secretaria Estadual de Agricultura e Pecuária do Rio de Janeiro tem no seu programa Rio Rural a síntese de suas ações para o desenvolvimento rural sustentável. Em parceria com Banco Mundial, o programa do governo do Rio de Janeiro é reconhecido no Brasil e internacionalmente como modelo de experiência bem sucedida. Ao promover práticas agrícolas sustentáveis, demonstra que é possível harmonizar a produção de alimentos com a preservação ambiental. E o mais importante, colocando o produtor rural como o guardião desses recursos. Leia mais
Temas como economia verde, sequestro de carbono, saneamento, biodiversidade, recursos hídricos, segurança alimentar e fortalecimento das organizações sociais, que estarão no centro das discussões da Rio +20, norteiam as ações do Rio Rural. Conheça esse trabalho e saiba porque a Agricultura é peça chave para a sustentabilidade do planeta. Para saber mais clique aqui
A Secretaria e suas vinculadas atuam em ações que promovem o desenvolvimento sustentável. Através da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj), fomenta e desenvolve projetos na área de aquicultura, incentivando boas práticas e manejo sustentável, além de contribuir como fonte alternativa de proteína animal proveniente dos cultivos, uma vez que existe uma tendência mundial de redução da capacidade de exploração dos estoques pesqueiros. Tem-se como destaque o projeto em andamento no Rio Paraíba do Sul, onde serão desenvolvidas estações de piscicultura para a reprodução de espécies nativas dessa bacia hidrográfica, tendo como objetivo o repovoamento. Leia mais
A Fiperj também mantém uma Escola de Pesca, onde promove cursos de qualificação e capacitação para pescadores no âmbito da educação ambiental. Esse projeto de instrução é feito, de forma itinerante, em comunidades pesqueiras de todo o estado, a fim de criar cidadãos conscientes quanto à preservação e conservação do ambiente.
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Em junho de 2008, a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro criou a Coordenação Estadual de Educação Ambiental – CEA, medida que institucionalizou a Educação Ambiental no campo educacional político-pedagógico. A ação surgiu em conformidade com as orientações previstas nos marcos legais que orientam a Educação Ambiental. Desde então, os profissionais das 1.357 escolas da rede passaram a ter o apoio de uma nova equipe na promoção de uma reflexão crítica, democrática, plural, inclusiva e solidária de políticas, tratados, acordos, diretrizes e marcos mundiais sobre o tema. Leia mais
As iniciativas pedagógicas implementadas nas escolas têm como objetivo principal seguir os princípios firmados no “Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global”. O documento foi criado em 1992, durante a II Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento – CNUMAD – a Rio 92, e, nele, foram reafirmados princípios, plano de ação e diretrizes para a educação ambiental.
Durante o ano letivo, a rede estadual implementa – por meio dos professores, coordenadores pedagógicos e diretores – diversos programas, projetos e ações que promovem no sistema educacional reflexões sobre as questões e problemas ambientais. A meta é que docentes e discentes implementem uma nova cultura e compromisso ambiental, por meio das boas práticas pedagógicas. As ações socioambientais nas unidades escolares contemplam a comunidade escolar e o entorno das escolas, para que juntos – sociedade e sistema de ensino – possam estabelecer novos valores sobre as questões sociais, ambientais, econômicas e culturais.
Em maio de 2011, a Secretaria de Estado de Educação inaugurou a primeira escola sustentável do país, o Colégio Estadual Erich Walter Heine, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Na unidade, foram adotadas mais de 50 medidas para o melhor aproveitamento dos recursos naturais e maior eficiência energética, como por exemplo, o formato da construção de catavento, para maior circulação do ar e redução de gastos com refrigeração, materiais ecologicamente corretos na construção, utilização de lâmpadas led, coleta de lixo seletivo, sistema de aproveitamento de água de chuva e espaço de reciclagem como o ecotelhado com vegetação especial, para diminuição do calor e reabsorção da água da chuva, entre outras iniciativas. A criação do colégio, uma parceria público-privada, veio aliar-se ao trabalho já desenvolvido pela Seeduc, ao propor, estimular e apoiar ações e projetos nessa área nas escolas de todo o estado.
Nessa nova conferência, serão apresentadas aos chefes de Estado as boas práticas educacionais e sociais, dando visibilidade às políticas estaduais no que se refere à acessibilidade e desenvolvimento sustentável. Durante toda a preparação da Rio+20, serão divulgadas diversas ações de professores, diretores e comunidades focadas no evento, como percepção das escolas públicas enquanto espaços educadores de referência para a construção de novos hábitos e atitudes da sociedade, bem como de reflexão sobre o consumo consciente e co-responsabilidade social.
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Com a meta de estimular a cultura do transporte alternativo no estado do Rio, a Secretaria de Transportes criou o programa Rio - Estado da Bicicleta, que promove o uso da bicicleta como meio de transporte. Diversos projetos já foram viabilizados através do programa, que tem como destaque o Plano de Transportes Não Motorizados, que através de um convênio firmado com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), deverá elaborar um amplo estudo para dotar os municípios do estado de infraestrutura capaz de garantir mobilidade segura e adequada para pedestres e ciclistas. Leia mais
Pensando no meio ambiente e em um crescimento sustentável no setor de mobilidade urbana, a Secretaria Estadual de Transportes apoia a pesquisa e o uso de combustíveis limpos nas frotas de ônibus do estado. Entre eles se encontram o Biodiesel B20, que reduz até 20% a eliminação de gazes tóxicos e o GNV.
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Por meio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa no Estado do Rio de Janeiro (Faperj), a Secretaria de Ciência e Tecnologia destinará R$ 5 milhões para projetos voltados para a área de meio ambiente. São dois editais lançados em março: Apoio ao Estudo de Soluções para os Problemas Relativos ao Meio Ambiente e Apoio ao Estudo da Biodiversidade do Estado do Rio de Janeiro. Leia mais
Além disso, a Secretaria mantém programas de inclusão digital e de educação a distância. São ações que atendem à questão social, aspecto fundamental da sustentabilidade. Presente em seis comunidades – Santa Marta, Cidade de Deus, Pavão-Pavãozinho/ Cantagalo, Rocinha, Providência e Complexo do Alemão -, o programa Rio Estado Digital fornece sinal wi fi gratuito em bandalarga para seus moradores. Já a Fundação Cecierj oferece cursos superiores em consórcio com as universidades públicas do estado (Consórcio Cederj), levando educação de qualidade para o interior e reduzindo os custos de deslocamento dos estudantes.
Nas unidades da rede da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) são desenvolvidos diversos programas que visam à sustentabilidade. Destaque para o projeto Do Óleo ao Sabão, que transforma óleo de cozinha usado em sabonete; e de culinária orgânica, que ensina os alunos a cozinhar com alimentos que costumam ser descartados, como cascas de legumes e frutas. Para maiores informações clique aqui
O programa Territórios da Paz desenvolve trabalho de gestão social nas favelas que já contam com Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Os gestores e assistentes, escolhidos por meio de seleção pública, são responsáveis por fortalecer as redes locais, potencializar as lideranças que atuam no território e facilitar o diálogo entre comunidade e Estado. Para maiores informações clique aqui
A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão do Rio de Janeiro – SEPLAG apresenta, nesta Conferência das Nações Unidas, o Plano Estratégico do Governo do Rio de Janeiro 2012-2031 e o Plano Plurianual 2012-2015, instrumentos que o Estado procura atualmente transformar em ferramentas a serviço da qualificação do processo de execução de ações governamentais de curto, médio e longo prazo. Assim, além de expressar os compromissos do Governo com o desenvolvimento em seus aspectos setoriais e intersetoriais, os planos buscam promover a construção da cidadania para as gerações presentes e a formação de um legado em benefício da cidadania das gerações futuras. Leia mais
O balanço dos resultados da agenda do desenvolvimento sustentável nos últimos 20 anos é oportunidade especial para a reflexão e o planejamento dos Estados perante os desafios que enfrentarão nos próximos 20 anos. O longo prazo é o lugar de realização dessa agenda, uma vez que a sustentabilidade equivale à democratização intergeracional de recursos fundamentais ao bem-estar social, condição sine qua non ao pleno exercício da cidadania de todos os segmentos sociais. É com esse espírito que os investimentos da SEPLAG no processo de planejamento procuram contribuir hoje para a execução das agendas estratégicas do desenvolvimento sustentável no Rio de Janeiro.
A Secretaria de Estado de Cultura (SEC) está construindo os primeiros prédios verdes para um museu e uma biblioteca da América Latina. Por isso, as obras da nova sede do Museu da Imagem e do Som, em Copacabana, e a reforma e modernização da Biblioteca Pública do Estado (BPE), no centro da cidade, são marcos de transformação na construção pública. Leia mais
Suas construções são sustentáveis e a edificação ou espaço construído têm por objetivo reduzir o impacto negativo causado ao meio ambiente e à saúde humana através do uso de conceitos e procedimentos reconhecidos de sustentabilidade ambiental.
Uma vez prontos, os dois prédios se credenciarão para receber a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), dado pelo Green Building Council Brasil por “excelência no uso de energia e no design ambiental”. O certificado do LEED é dado para edificações cujo projeto garante a alta performance dos interiores, em termos de ambiente saudável, locais de trabalho produtivos, baixo custo de manutenção e operação e redução do impacto ambiental.
A própria demolição do prédio que ocupava o terreno onde hoje está sendo erguida a nova sede do MIS foi feita de forma seletiva e teve um índice de reciclagem e reaproveitamento de 99,81% dos materiais.
Enquanto isso, as práticas adotadas na BPE e que a tornam uma construção sustentável.incluem sistemas de reuso de água pluvial; iluminação natural; acessórios de redução do consumo de água (torneiras de fechamento automático, válvulas de descarga com duplo fluxo, etc); plano de gerenciamento de resíduos, que geram retorno financeiro para os canteiros; uso de lâmpadas e equipamentos econômicos; uso de tintas, materiais e tecnologias que agridem menos o meio ambiente; Gerenciamento da Qualidade do Ar e Conforto; iluminação artificial complementar à natural, atendendo as necessidades do local de trabalho; estímulo ao transporte alternativo mais saudável e relaxante; preocupação com a infraestrutura de transportes e proximidade das facilidades de serviços; estímulo ao uso de bicicletas.
Pretende-se que o usuário, ao vivenciar o espaço de uma edificação sustentável, um edifício verde – aliado ao programas de educação ambiental desenvolvidos na BPE –, incorpore ao seu dia-a-dia o conceito de consumo consciente. O benefício ambiental é um diferencial importante: um empreendimento sustentável pode reduzir em 30% o consumo de energia, 50% o consumo de água, 35% das emissões de CO2 e até 70% o descarte de resíduos.
Coordenado pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, o Programa Rio Capital da Energia foi criado por decreto do governador Sergio Cabral em agosto do ano passado, com o objetivo de mobilizar a sociedade e concentrar recursos em torno da energia sustentável. Para tornar o programa viável, o governador convocou um comitê estratégico, formado pelos presidentes das principais empresas, entidades, associações ligadas à área de energia (lista abaixo) para se unirem e viabilizarem projetos nesta linha. A primeira reunião aconteceu em 31 de agosto, e reunião, além do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, os presidentes da Petrobras, da Eletrobras, o empresário Eike Batista, entre outros. Leia mais
Nos últimos meses, um comitê executivo, composto por técnicos destas empresas, associações e universidades com sede no estado do Rio de Janeiro, se debruçaram sobre os principais projetos existentes hoje no estado, visando eliminar os obstáculos e criar um cronograma factível para colocá-los em prática, além de viabilizar recursos para isso.
Os projetos foram divididos entre quatro pilares que compõem a estrutura geral do programa, que são a eficiência energética, a inovação tecnológica, a economia de baixo carbono e a massificação do conceito. A ideia é que cada um desses pilares possa ser replicada em quatro setores estratégicos: transporte, indústria, construção e comércio/serviços. No total, foram detalhados 35 projetos que somam recursos da ordem de R$ 400 milhões.
Considerando que o estado hoje concentra 80% da produção de petróleo nacional, 42% de gás natural, possui as únicas usinas nucleares do país, a maior concentração de usinas térmicas a gás e ainda uma série de novos projetos para geração e em inovação tecnológica na área de energia, o Rio de Janeiro já poderia ser considerado como capital brasileira da energia.
O Programa Rio Capital da Energia assume o título e a vocação do estado para a energia e quer ir adiante, tornando o estado um centro de referência mundial da energia do futuro, lançando soluções de ponta para a eficiência energética, atraindo recursos para pesquisa e desenvolvimento de inovações tecnológicas e promovendo a energia verde.
A carteira de projetos é dinâmica e estará sendo atualizada constantemente pelo comitê técnico. Entre os primeiros projetos já com recursos e cronograma incluídos no Programa, estão alguns emblemáticos para o Estado do Rio de Janeiro, como a instalação de painéis fotovoltaicos no Maracanã e em bibliotecas da rede pública, assim como a criação da primeira Zona Verde do País, uma ação da Sedeis em parceria com a Secretaria do Ambiente, que vai concentrar na Ilha de Bom Jesus – contígua à Ilha do Fundão - novos centros de pesquisa e desenvolvimento tecnológico de empresas multinacionais. Seguindo o conceito internacional de "Green District", a área que receberá as empresas se distingue de outros polos tecnológicos por oferecer condições sustentáveis de aporte tecnológico em sua estrutura que garantam maior eficiência energética. Outras zonas verdes já estão sendo preparadas.
Nesta mesma linha, a cidade de Búzios será a primeira cidade "inteligente" no Brasil, somando-se a outras quatro existentes no mundo. O projeto Búzios Smart City, em fase inicial de implementação, prevê, entre outros aspectos, a instalação de sinalização de trânsito com energia solar, lâmpadas de LED em toda a cidade e também asfalto com borracha a partir de pneu reciclado.
Site: www.riocapitaldaenergia.rj.gov.br
O comitê estratégico do Programa Rio Capital da Energia é formado pelas seguintes empresas e instituições: