Desafio do Estado é ewxpandir projetos
O grande desafio do estado é levar para a região metropolitana as políticas públicas na área de transportes que estão sendo implantadas na capital. Esse foi o resumo do seminário Diálogos Metropolitanos, organizado pela Secretaria estadual de Obras, que ouviu, durante toda essa quinta-feira (31/05), no Centro do Rio, especialistas nacionais e estrangeiros na busca de um modelo que garanta o desenvolvimento sustentável de toda a área, otimizando recursos e melhorando a atenção ao cidadão.
Para o subsecretário de Urbanismo, Vicente Loureiro, essa troca de experiências é fundamental para que as cidades possam construir uma proposta integrada de transportes, que facilite as conexões modais e torne o acesso da população ao trabalho e lazer mais fácil. Técnicos de Madri e Nova Iorque apresentaram projetos de inserção de comércio e serviços nas construções, criando pólos de atração do público.
- Acho que esse é um momento importante para que toda a sociedade discuta projetos de governança metropolitana. Se a região tivesse sido mais bem planejada há algumas décadas, hoje teríamos muito menos a fazer. Precisamos refletir na cidade que queremos para nós e nossos filhos e, para isso, precisamos começar a pensá-la melhor hoje – frisou Loureiro.
Propostas de criação de corredores expressos, ampliação da malha metroferroviária e requalificação urbana das cidades, com uma melhor oferta dos espaços públicos à comunidade foram levantadas também pelos técnicos. O urbanista Paulo Kawahara, do escritório Jaime Lerner, de Curitiba, por exemplo, apresentou uma série de projetos desenvolvidos para as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, com construções de pólos de desenvolvimento em áreas estratégicas que permitam a integração intermodal.
Na abertura do evento, pela manhã, o vice-governador e coordenador de Infraestrutura do estado, Luiz Fernando Pezão, lembrou que os projetos de parcerias, implementados com a União e os municípios fluminenses estão permitindo essa discussão. Ele, entretanto, disse que esses projetos de desenvolvimento integrado foram deixados para outro momento, permitindo que as cidades tivessem uma expansão desordenada.
- Conseguimos ontem a liberação do empréstimo do Banco do Brasil, de R$ 3,6 bilhões, dos quais, R$ 100 milhões serão destinados para projetos. Após cuidar da moeda por décadas, não existem propostas concretas para as melhorias que as cidades precisam, principalmente a região metropolitana, que concentra hoje 86% da população e responde por 66% da geração nacional de empregos – ressaltou Pezão.
Além da discussão sobre mobilidade, o Diálogos Metropolitanos quer discutir habitação, saneamento, geração de emprego, meio ambiente e diversos outros temas que possam contribuir para a definição de um modelo de governança metropolitana. Hoje os principais modelos encontrados são a administração estadual, consórcio com prefeituras ou a criação de um conselho, envolvendo todos os setores da sociedade.
- O estado quer conhecer todos os modelos e construir uma realidade que consiga dimensionar, com qualidade, o espaço metropolitano do Rio de Janeiro – concluiu Loureiro.